Os travessões não servem apenas para os diálogos. Eles servem para explicar coisas que vem a seguir - como essa, por exemplo.
Os travessões eram bons amigos. Até um dia em que li vários textos meus e desobri que eles são os melhores amigos. Eles estão presentes em quase todos os textos que eu escrevo. Me deu raiva ver uma figurinha fácil assim. Como se eu tivesse uma muleta, uma fórmula que funciona sempre chamada travessão. Um vício.
E aí que eu entrei em processo de desintoxicação dos travessões. Presto bastante atenção quando vou escrever para não cair na tentação de usar um deles. Hoje tive uma semi-vitória: escrevi um texto enorme sem nenhum travessão. Mas usei dois pontos. Estou tentando não trocar um vício por outro, mas sabem como são os compulsivos. Terríveis.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
mood
Sabe o que me incomoda tanto em pagar contas? Não é o dinheiro, eu não ligo pra dinheiro. Tanto que poderia ser uma semi-mendiga se tivesse um bandejão, um albergue pra dormir e cinema grátis ou poderia ser também uma milionária perdulária. É indiferente.
O que me incomoda em pagar contas é que elas chegam no meu endereço. Elas sabem quem eu sou. Elas conhecem meus hábitos de consumo, as pessoas que importam pra mim, se eu gosto de viajar e até mesmo os momentos mais ociosos do meu dia. Elas são tipo as minhas melhores amigas pra quem eu dou dinheiro regularmente. E eu não sei nada sobre elas. As contas carimbam a burocracia na minha cara todo dia, controlam tudo o que eu faço e AI DE MIM se atrasar um dia o meu compromisso religioso com elas. Elas literalmente fodem com a minha vida.
Contas são tipo contratos, são pequenos tentáculos que te prendem a coisas e pessoas a que normalmente você não quer estar preso.
Continuo em busca de um terapeuta.
O que me incomoda em pagar contas é que elas chegam no meu endereço. Elas sabem quem eu sou. Elas conhecem meus hábitos de consumo, as pessoas que importam pra mim, se eu gosto de viajar e até mesmo os momentos mais ociosos do meu dia. Elas são tipo as minhas melhores amigas pra quem eu dou dinheiro regularmente. E eu não sei nada sobre elas. As contas carimbam a burocracia na minha cara todo dia, controlam tudo o que eu faço e AI DE MIM se atrasar um dia o meu compromisso religioso com elas. Elas literalmente fodem com a minha vida.
Contas são tipo contratos, são pequenos tentáculos que te prendem a coisas e pessoas a que normalmente você não quer estar preso.
Continuo em busca de um terapeuta.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
terapia online
Quem assiste TV hoje em dia? Eu não assisto. Só pra ver alguns seriados ou então deixar a TV ligada enquanto você toma café da manhã, sem prestar muita atenção no que é dito, porque, né. SONO.
O fato é que eu uso internet. E eu vi uma notícia de uma menina que foi traída pelo marido durante um reality show de troca de famílias. Achei a notícia pitoresca e, como eu amo coisas pitorescas, fui lá pra saber mais.
Resultado: que fiquei obcecada por essa história. Assisti ao programa procurando pistas da traição (Bentinho feelings), sonhei com essa porcaria, fiquei pensando na possível vida marital dos casais envolvidos, digito o nome da nega no Google e quero saber mais. Tipo Caso Isabella do reality show.
Agora o que eu não entendo é o que essa história tem de tão incrível, visto que as pessoas se traem todo dia, eu não assisto reality show, não conheço os personagens em questão e obviamente se trata de um universo paralelo ao meu. Fica a pergunta pra um possível terapeuta, né.
* Será que é medo de ser traída? Que loucura, porque eu pensei bastante sobre isso e cheguei a uma conclusão de que pode ser, porém não, mas talvez etc
O fato é que eu uso internet. E eu vi uma notícia de uma menina que foi traída pelo marido durante um reality show de troca de famílias. Achei a notícia pitoresca e, como eu amo coisas pitorescas, fui lá pra saber mais.
Resultado: que fiquei obcecada por essa história. Assisti ao programa procurando pistas da traição (Bentinho feelings), sonhei com essa porcaria, fiquei pensando na possível vida marital dos casais envolvidos, digito o nome da nega no Google e quero saber mais. Tipo Caso Isabella do reality show.
Agora o que eu não entendo é o que essa história tem de tão incrível, visto que as pessoas se traem todo dia, eu não assisto reality show, não conheço os personagens em questão e obviamente se trata de um universo paralelo ao meu. Fica a pergunta pra um possível terapeuta, né.
* Será que é medo de ser traída? Que loucura, porque eu pensei bastante sobre isso e cheguei a uma conclusão de que pode ser, porém não, mas talvez etc
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
dia 4 de fevereiro
eu estou precisando muito daquela sensação de que se está indo no rumo certo.
no momento, a única coisa que consigo sentir é solidão (e medo de esquecer de pagar alguma conta)
no momento, a única coisa que consigo sentir é solidão (e medo de esquecer de pagar alguma conta)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Oi, meu nome é Vívian
e eu largo os textos do blog pela metade porque tenho preguiça de continuar, beijos.
A lucianohuckzação do Brasil
Eu gosto médio do programa do Lobão. Acho que ele fala demais, que é muito confuso e que ele não consegue verbalizar a maior parte das coisas que ele pensa de uma forma inteligível. Acho que foi por isso que o programa foi cancelado, né. Motivos óbvios.
Mas ele deu uma entrevista essa semana que eu achei muito legal. E, óbvio, tem muitas coisas que ele fala que eu curto de verdade. Uma delas é essa crítica ao politicamente correto, que é muito antiga, desde que o politicamente correto existe. Mas ele dá um olhar muito legal pra essas coisas.
Ele falou acho que pensando na capa da Veja dessa semana, que coloca o casal Huck como representantes da era do bom-mocismo. E ele falou que tá muito limpinha a coisa, as pessoas só ficam se elogiando, ninguém critica nada, não há debate e quando é, é agressão.
Gostei demais. Gostei inclusive porque eu sou uma daquelas que confunde debate com agressividade. Eu sou totalmente fruto dessa geração do politicamente correto, eu separo o lixo, chego sempre na hora, respeito os velhinhos e pago as contas em dia. Não gosto de chatear as pessoas e sou fofa.
Mas é um saco mesmo esse negócio de bom-mocismo. De não poder fumar na TV e nem falar palavrão. De não poder falar mal de alguém com medo de ser processado ou julgado pela opinião pública. Como se a vida fosse uma novela do Manoel Carlos e todo mundo fosse herdeiro bronzeado pelo sol do Leblon.
E aí a gente vê coisas dos anos 80 e lembra que houve tempos em que isso tudo fazia bem pouco sentido. Experimente você pegar um Roda Viva dessa época em que mal se vê o entrevistado sob toda aquela cortina de fumaça.
Mas ele deu uma entrevista essa semana que eu achei muito legal. E, óbvio, tem muitas coisas que ele fala que eu curto de verdade. Uma delas é essa crítica ao politicamente correto, que é muito antiga, desde que o politicamente correto existe. Mas ele dá um olhar muito legal pra essas coisas.
Ele falou acho que pensando na capa da Veja dessa semana, que coloca o casal Huck como representantes da era do bom-mocismo. E ele falou que tá muito limpinha a coisa, as pessoas só ficam se elogiando, ninguém critica nada, não há debate e quando é, é agressão.
Gostei demais. Gostei inclusive porque eu sou uma daquelas que confunde debate com agressividade. Eu sou totalmente fruto dessa geração do politicamente correto, eu separo o lixo, chego sempre na hora, respeito os velhinhos e pago as contas em dia. Não gosto de chatear as pessoas e sou fofa.
Mas é um saco mesmo esse negócio de bom-mocismo. De não poder fumar na TV e nem falar palavrão. De não poder falar mal de alguém com medo de ser processado ou julgado pela opinião pública. Como se a vida fosse uma novela do Manoel Carlos e todo mundo fosse herdeiro bronzeado pelo sol do Leblon.
E aí a gente vê coisas dos anos 80 e lembra que houve tempos em que isso tudo fazia bem pouco sentido. Experimente você pegar um Roda Viva dessa época em que mal se vê o entrevistado sob toda aquela cortina de fumaça.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Confusa
E aí que eu vi essa história de uma menina de uns 30 anos que a cada 7 anos faz um ano sabático. Ela trabalha durante sete anos e no outro ano tira um sabático. E é jornalista, vejam bem.
Eu amo e ao mesmo tempo odeio esse tipo de história. Pelo mesmo motivo: porque saber que isso existe mostra que é possível. E que existem pessoas com propósitos de vida que ultrapassam o próximo fim de semana. E que existem pessoas que sacrificam suas finanças durante sete anos (o que, para um jornalista, é deveras sacrificante) para viver um ano em um outro lugar fazendo outra coisa absurdamente diferente. E que essa pessoa provavelmente abdicou de outros sonhos como comprar uma casa, ter filhos ou até mesmo poder se aposentar algum dia.
Ou então ela é rica mesmo e eu estou aqui fazendo papel de idiota.
Sem mais.
Eu amo e ao mesmo tempo odeio esse tipo de história. Pelo mesmo motivo: porque saber que isso existe mostra que é possível. E que existem pessoas com propósitos de vida que ultrapassam o próximo fim de semana. E que existem pessoas que sacrificam suas finanças durante sete anos (o que, para um jornalista, é deveras sacrificante) para viver um ano em um outro lugar fazendo outra coisa absurdamente diferente. E que essa pessoa provavelmente abdicou de outros sonhos como comprar uma casa, ter filhos ou até mesmo poder se aposentar algum dia.
Ou então ela é rica mesmo e eu estou aqui fazendo papel de idiota.
Sem mais.
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